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Grupo de voluntários religiosos do Reino Unido constrói casas populares em Campo Largo

Confira!

Publicada em: 20/10/2017 às 14:41

Um grupo de voluntários da Mission Direct, uma instituição cristã de caridade, do Reino Unido, está construindo casas para famílias carentes de Campo Largo. Eles vêm de vários países da Europa, principalmente Inglaterra, Holanda e Escócia, para ficar 15 dias no Brasil, trabalhando na construção das casas. Cada um deles contribui com $ 1.500 Euros para que a entidade possa executar a obra, e doa, ainda, o seu trabalho. Em Campo Largo, oito casas estão sendo construídas no Jardim Esmeralda (uma já está pronta, três estão em construção e as outras quatro serão construídas na sequência).

 

Em Campo Largo o Mission Direct funciona através da Organização Não Governamental Mãos Abertas, que tem como presidente André de Lucas Chagas. Na última terça-feira (17), o prefeito Marcelo Puppi e o vice, Mauricio Rivabem, foram convidados para conhecerem o projeto e ambos se encantaram com o trabalho da missão. Emocionado, o prefeito agradeceu o trabalho dos missionários e disse que Campo Largo se sente orgulhosa de recebê-los e pediu que o próximo grupo, ao chegar à cidade, passe no seu gabinete, que ele quer recepcioná-los pessoalmente.

 

 

O trabalho

O Mission Direct chegou à cidade, trazido por Samuel Alves dos Santos, que conheceu o trabalho da entidade em viagem pela África. No Brasil, as primeiras casas construídas (em Maringá), foram doadas para as famílias escolhidas, mas percebeu-se que algumas destas famílias logo vendiam a casa e voltavam à condição de necessitados. Por isso a entidade resolveu mudar a estratégia, não doa mais a casa, firma um contrato de aluguel por cinco anos, por preço simbólico.

 

Durante a vigência do contrato, a família é estimulada a se profissionalizar, gerar renda, educar os filhos, para poder sair da condição de necessitada, em cinco anos. A família recebe todo o apoio possível, do Mission Direct, para conquistar a independência. No final do contrato, a família recebe todo o valor que pagou em alugueres, durante os cinco anos, e mais uma ajuda para dar entrada na casa própria, através de programas sociais e populares. A casa do Mission Direct, então, é disponibilizada para outra família.

 

 

Há, no contrato, uma clausula específica de vontade da família sair da situação de necessitada. O não cumprimento dessa clausula, pode resultar no cancelamento do contrato, a qualquer momento. Esta exigência funciona como um estímulo para que a família estude e se profissionalize e conquiste um emprego e renda.

 

 

A História

Nigel Hyde fundou a Mission Direct a partir de uma visão clara: para permitir que milhares de pessoas atendam os pobres em viagens de duas semanas. Com três amigos, Lawrence Jones, Tim Martindale e Ronnie Fleming, descobriram que as pessoas queriam ir para o exterior e ajudar os mais pobres do mundo. Agora, milhares de voluntários de autofinanciamento criaram escolas, clínicas e casas entre inúmeros projetos pequenos e pessoais.

 

Em 1997, Nigel Hyde estava de pé, atrás de uma antiga igreja na montanha de Mokattam no Egito lembra : “meus olhos estavam paralisados por uma velha senhora que atravessava o estrume. Ela queria algo para comer ou vender, qualquer coisa para ajudá-la a sobreviver. Senti que Deus me chamava para dedicar minha vida a pessoas como ela - presas pela maldição da terrível pobreza material. Olhando para trás, esse foi o catalisador que levou ao início da Missão Direta".

 

Os patrocinadores da Mission Direct, na Inglaterra, são o deputado Rt Hon Theresa May, o Lord Bill Mckenzie de Luton e Rt. Rev Dr Alan Smith, bispo de St. Albans. A Mission Direct foi registrada como uma instituição de caridade no dia 26 de janeiro de 2005. E enviou equipes ao exterior ainda naquele ano, quando construíram uma casa para senhoras com pólio na Serra Leoa . No primeiro ano, eles também construíram casas na República Dominicana e uma escola no local atingido pelo tsunami, no norte do Sri Lanka.

 

A entidade procura parceiros locais que já estão fazendo algo bem. Eles não possuem ou operam coisas no país, permitindo que apoiem projetos sustentáveis. Sua equipe no exterior cobre seus próprios custos e hospeda os voluntários, para as mesmas comunidades ano após ano.

 

Em 2014, enviaram equipes para o Brasil , Camboja , China , República Dominicana, Guiana , Índia , Quênia , Moldávia , Serra Leoa, Uganda ( Kumi e Rukungiri ), Zâmbia e Zimbábue . Em 2017, as equipes apoiaram projetos no Brasil, República Dominicana, Camboja, Índia, Quênia, Malawi, Moldávia, Serra Leoa, Uganda, Zâmbia e Zimababwe, bem como um projeto baseado no Reino Unido em parceria com a Phoenix Community Care Trust - uma organização que providencia habitação segura para crianças e jovens requerentes de asilo que chegam em Londres.

 

A maioria dos times está aberto a todos com faixa etária até agora de sete a 89 anos. Eles oferecem treinamento escolar, médico, treinamento de professores, juventude, TI em escolas e equipes corporativas. Trabalhos recentes incluíram a construção da Visão da Esperança em Lusaka, na Zâmbia, proporcionando uma casa segura para as meninas da rua.

 

 

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