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Campo Largo é o único município do Paraná entre as Cidades Resilientes

Por Sara Carvalho, Assessoria de Comunicação CEPED/PR.

Publicada em: 21/02/2018 às 15:23

Campo Largo é o único município do Paraná indicado a participar da etapa continental da campanha das Nações Unidas “Construindo Cidades Resilientes”, lançada em 2010. Durante uma reunião entre o prefeito Marcelo Puppi (DEM) e o Major Eduardo Pinheiro, chefe do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (CEPED/PR), na prefeitura da cidade, foram acertados os detalhes para a execução de mais uma etapa do processo: a criação do Comitê Municipal de Resiliência, formado por uma equipe multidisciplinar que terá a liderança do prefeito.

 

A bióloga da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Walquíria Menna Brusamolin, o coordenador da Defesa Civil do município, Wilson Battochio e o secretário adjunto do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, Juarez Carvalho, participaram do encontro, e ficaram incumbidos de indicar e reunir as pessoas que vão integrar o comitê. Segundo Pinheiro, a Defesa Civil do município fará parte desse grupo, assim como as secretarias que têm uma relação direta com a redução dos desastres, entre elas, a do Meio Ambiente e da Saúde.

 

A primeira tarefa do comitê será fazer uma autoavaliação da capacidade de resiliência do município em relação às catástrofes por meio do preenchimento do formulário (LG-Sat) composto por um pouco mais de 100 perguntas. "Esse passo é importante porque mostra em que nível de resiliência o município se encontra, e serve também para que as pessoas envolvidas no processo possam entender qual é a relação entre a área em que atuam e a resiliência, isso porque resiliência e desastre não são questões apenas de responsabilidade da Defesa Civil. A resiliência envolve a otimização de tudo que já vem sendo realizado no município, agregando a isso, o pensamento para reduzir desastres. Enfim, não é fazer nada novo, é fazer diferente e melhor”, argumenta o major Pinheiro.

 

Marcelo Puppi também determinou que o tema resiliência seja incluído nos maiores projetos que vão ser executados pela administração municipal ao longo da gestão, tanto na área de mobilidade urbana, quanto na área de infraestrutura, e principalmente, avançar para “praticamente, transformar a cidade por meio da resiliência”.

 

Assim que o relatório da autoavaliação for concluído, a ONU será comunicada e a realização de mais uma fase do processo será notícia no Brasil. “Nós temos tudo para fazer o melhor trabalho aqui na cidade”, avalia Pinheiro, que reforça ser objetivo do CEPED/PR, e do secretário-chefe da Casa Militar do Paraná, coronel Élio de Oliveira Manoel, assessorar a prefeitura de Campo Largo para que “tenhamos o melhor município em termos de resiliência no Brasil”. E garante que todo o conhecimento do Centro Universitário já está à disposição dos gestores para que possa ser aplicado na cidade.

 

CIDADES RESILIENTES

O Paraná tem o maior número proporcional de municípios que aderiram à campanha, um percentual que passa dos 80 por cento. “A quantidade não é tão importante quanto o bom exemplo que a cidade pode vir a ser em termos de resiliência. O nosso objetivo é propagar Campo Largo como exemplo de resiliência no Paraná e no Brasil”, avalia Pinheiro.

 

O prefeito de Campo Largo também solicitou que sejam convidados para a reunião de apresentação da campanha “Construindo Cidades Resilientes”, empresários e representantes de grandes empresas instaladas na cidade. Ele diz que quer ter as portas abertas dessas empresas para que possa falar de resiliência também dentro delas e assim, mobilizar um número maior de pessoas. “Essa campanha também tem que passar por escolas e postos de saúde”, determina Puppi.

 

O prefeito Marcelo Puppi disse que o convite da Casa Militar para que o município participasse da campanha da ONU, foi de encontro a uma preocupação que ele já vinha tendo em função dos estragos que os últimos temporais causaram à cidade. “Nos últimos anos, as tempestades praticamente destruíram a cidade. “Muitas vezes tivemos que nos levantar, principalmente pela força do próprio povo. Como diz a letra do samba Levanta, sacode a poeira e dá volta por cima. E foi sempre o que Campo Largo fez, e com uma rapidez impressionante em todas as áreas”.

 

Em 2014, o município foi atingido por uma intensa tempestade de granizo que causou muitos prejuízos à população de toda a região. E outros temporais vieram na sequência. “Todos da cidade tiveram prejuízos enormes. Os distritos de Bateias e de Ferraria quase foram destruídos”. Com experiências tão ruins, o prefeito afirma que não quer mais esperar os desastres acontecerem. “Nós temos que ser resilientes. Precisamos saber que esses fenômenos vão acontecer cada vez mais e que precisamos estar atentos. E ainda, dar respostas para Campo Largo, para o Paraná, e para o Brasil de que nós temos uma cidade que é capaz de se levantar”.

 

CAMPANHA “CIDADES RESILIENTES”

Com a participação na campanha, o município consegue identificar os riscos de desastres, e assim, elaborar um planejamento de prevenção, ação que demonstra a preocupação da gestão com o bem estar da população.

Além disso, o município será reconhecido pela Organização das Nações Unidas – ONU, por meio do Escritório das Nações Unidas para Redução do Risco de Desastres – UNISDR.

 

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