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Vigilância em Saúde Ambiental informa sobre animais peçonhentos no verão

Como combater acidentes como picadas de escorpiões e aranhas?

Publicada em: 18/01/2019 às 16:04

Algumas regiões endêmicas de Campo Largo tem, anualmente, uma grande incidência de escorpiões. Isso se dá, principalmente, pelas características de solo do município e pela questão econômica, já que somos a capital da louça e, durante anos, houve indústrias cerâmicas e olarias na localidade. Isso favoreceu que os escorpiões permanecessem em muitos ambientes.

Novos pontos, ao redor dos já mapeados, vêm surgindo anualmente. Isso deve-se, principalmente, à ocupação de terrenos e construção de novos imóveis. Uma característica importante dos escorpiões, é sua sobrevivência embaixo da terra. Podem ficar por meses enterrados e sem se alimentar, quando remexemos a terra para uma nova construção, eles saem buscando novos abrigos. Nesse momento, aumenta o aparecimento de espécimes e pode aumentar o risco de acidentes.

A identificação das espécies que são encontradas no município é de grande relevância. Hoje sabemos quais habitam nosso município, mas não estamos livres da introdução de novas espécies. Desta forma, a Vigilância em Saúde Ambiental realiza o monitoramento, através de demanda espontânea da população, dos animais encontrados.

No Paraná, existem algumas espécies cuja peçonha é de grande importância médica, já que causam acidentes graves, com registro de óbito. Porém, em Campo Largo, registramos apenas o Tityus costatus e algumas espécies do gênero Bothriurus, cuja peçonha não é de interesse médico, uma vez que os acidentes causados são leves, ou seja, apenas com manifestações no local da picada, como dor intensa e irritação. Alterações de frequência cardíaca ou pressão devem-se ao estresse e à dor causados por um acidente com animal peçonhento. Não existem registros de somente a peçonha ter causado outras alterações.

 

 

ALERTA SOBRE ACIDENTES COM ANIMAIS PEÇONHENTOS NOS MESES DO VERÃO

 

Nas épocas mais quentes do ano há um aumento do número de acidentes com animais peçonhentos, em comparação com os demais meses. Por isso, é preciso estar atento e tomar as medidas de prevenção adequadas.

Existem algumas medidas preventivas que ajudam a evitar a entrada e a proliferação desses animais nas residências: são medidas simples e que impedem, não só os animais peçonhentos (escorpiões, aranhas), mas, também, animais sinantrópicos (roedores) e vetores, que podem causar desconforto:

 

           

  • Examinar calçados, roupas e toalhas antes de usá-los.
  • Não acumular materiais inservíveis, como restos de construção, telhas, tijolos e madeiras, mantendo sempre os jardins, quintais, sótãos, garagens e depósitos organizados e limpos, preferencialmente com dispositivos que impeçam a entrada e proliferação de vetores, animais reservatórios e animais peçonhentos.
  • Rebocar paredes e muros para vedar vãos e frestas que servem de abrigo e ninho aos escorpiões.
  • Usar telas em ralos no chão, pias ou tanques.
  • Manter camas e berços afastados da parede.
  • Evitar plantas com muitas folhagens.
  • Eliminar insetos, principalmente baratas, o alimento preferido dos escorpiões.
  • Acondicionar o lixo em recipientes fechados para evitar a proliferação de insetos. E disponibilizá-los para coleta, através do caminhão coletor de resíduos que passa semanalmente no local.
  • Em locais ou situações de risco de acidente, como mata, trilhas, locais com acúmulo de lixo e materiais inservíveis, serviços de jardinagem, deslocamento de móveis, entre outros, use sempre equipamentos de proteção individual - EPI, como luvas e botas de cano alto.
  • Evite colocar as mãos desprotegidas dentro de tocas ou buracos em rochas, esses locais podem ser abrigo de algum animal peçonhento.
  • Preserve os predadores naturais. No caso do escorpião, gambás (Didelphis sp), sapos, corujas, lagartos, aranhas e formigas.

 

Em caso de acidentes deve-se:

 

  • Se possível, lavar o local da picada com água e sabão e tentar manter a vítima calma.
  • Procurar o atendimento médico imediatamente, se possível levando consigo o animal causador do acidente (em um pote transparente fechado) ou uma foto, bem focada, que seja possível verificar as características para a identificação do mesmo.
  • Não amarrar, sugar, cortar ou aplicar qualquer tipo de substância (como café, álcool, vaselina, pomadas) no local da picada.

 

 

Sobre o uso de produtos químicos para eliminação desses animais, a Vigilância em Saúde Ambiental pontua que, apenas ações isoladas de controle químico não repercutem em resultados eficientes e efetivos. Muitos produtos fazem o desalojamento destes animais, sem causar a morte dos mesmos, o que tende a aumentar o risco de acidentes. Além disso, fazer uso destes produtos, sem melhorar as condições do ambiente que favorecem sua proliferação, causa apenas melhorias momentâneas, sendo que em poucos meses já serão encontrados inúmeros animais novamente. Mas, caso seja de interesse proceder com um controle químico, procurar empresas sérias e especializadas neste serviço.

 

LEMBRE-SE: A existência de qualquer espécie animal é importante para a manutenção do equilíbrio na natureza, portanto procure preservá-los. Tomando as medidas preventivas necessárias, já é possível reduzir muito a chance de ocorrer algum acidente.

 

A Vigilância em Saúde Ambiental está à disposição para orientar a população. Qualquer dúvida, entrar em contato com a Ouvidoria pelo telefone: 156.

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