Prefeitura Municipal de Campo Largo

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25 junho 2020, 14:50

Entenda como é feita a contagem de leitos disponíveis para moradores de Campo Largo com confirmação ou suspeita de COVID-19

A Central de Atendimento COVID-19 instalada no Centro Médico Hospitalar é o local de referência em Campo Largo para receber pacientes (adultos e crianças) com suspeita de contaminação por COVID-19 e outras síndromes respiratórias graves. Nesta Central é realizada a triagem, consulta médica, coleta de exames quando necessário e todos os encaminhamentos. Por exemplo, o paciente pode receber alta, determinação de isolamento domiciliar ou ser encaminhado para internamento. A Central de Atendimento COVID-19 já está em funcionamento desde o início da pandemia e é administrada pela Prefeitura Municipal.

Os pacientes que precisam de internamento são transferidos para os hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da Central de Leitos – que é administrada pela Secretaria de Estado da Saúde (SESA). A SESA divide o Estado em regionais e macrorregionais de saúde, que são compostas por diversos municípios de uma mesma região. Campo Largo e outros 92 municípios fazem parte da macrorregional Leste, o que significa que a mesma infraestrutura de saúde é compartilhada pelos moradores de todos os municípios desta macrorregional.

Quem determina para qual hospital cada paciente será transferido é a equipe de regulação da SESA, via Central de Leitos – as Secretarias Municipais de Saúde não intervém nestes encaminhamentos. O Hospital do Rocio, instalado em Campo Largo, é um dos hospitais particulares que foram contratados pelo Governo do Estado para receber pacientes da macrorregional Leste.

O Secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, em entrevista aos veículos de comunicação na tarde de ontem (24), ressaltou que o aumento no número de casos de COVID-19 no Paraná não representa apenas o risco de falta de leitos, mas também de falta de insumos e de profissionais – tendo em vista que a cada dia aumenta o número de profissionais da saúde que precisam ser afastados do trabalho por suspeita de contaminação. O secretário destacou que muitos dos pacientes que precisam do internamento passam um longo período em UTI e que mesmo com todos os esforços para garantir que não faltem profissionais, equipamentos, leitos e medicamentos, se a demanda continuar aumentando exponencialmente o sistema pode entrar em colapso. 

De acordo com o Boletim Epidemiológico divulgado ontem (24) pela SESA, a macrorregional Leste conta com um total de 385 leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) e 546 leitos de enfermaria para adultos exclusivos para pacientes com COVID-19. São 21 leitos de UTI e 32 leitos de enfermaria pediátricos exclusivos para COVID-19 na macrorregional. A taxa de ocupação de UTI para adultos na quarta-feira (24) estava em 68% e de enfermaria em 48%. A ocupação de leitos da UTI pediátrica era de 38% e de enfermaria 25%. Estes são os leitos disponibilizados pelo SUS, não são considerados neste levantamento os leitos particulares. 

Conforme o Boletim do Comitê de Prevenção ao Coronavírus de Campo Largo publicado ontem (24), oito moradores de Campo Largo com COVID-19 estão internados em UTI e três estão em enfermaria. Já são 260 casos confirmados de contaminação por coronavírus no município.